Arte Contemporânea onde haverá flores

Flores plantadas no último dia da exposição: ” A natureza e o urbano”, último Sábado, dia 04 de Maio, na praça do Parque das Rosas, na Barra. Foto: Barra da Cultura.

Flores plantadas no último dia da exposição: ” A natureza e o urbano”, último Sábado, dia 04 de Maio de 2013, na praça do Parque das Rosas, na Barra. Foto: Barra da Cultura.

Uma região da Barra da Tijuca onde há shopping, teatro, condomínios residenciais e comerciais, Câmara Comunitária e uma praça. Esse local chama-se Parque das Rosas, e apesar deste nome, não há ali praticamente uma única flor. Porém isto mudou graças a empregada doméstica e cuidadora de idosos, Jacira Silva, e aos 20 artistas que expuseram seus trabalhos na praça onde, no último Sábado, 04 de Maio de 2013, foram plantadas flores, no encerramento da exposição: “ A Natureza e o Urbano”, que começou dia 13 de Abril 2013.

 

 

Entrada da exposição: “A Arte e o Urbano”, que terminou último Sábado, dia 04 de Maio. Foto: Barra da Cultura

Entrada da exposição: “A Arte e o Urbano”, que terminou último Sábado, dia 04 de Maio. Foto: Barra da Cultura

 

 

A exposição contou com organização e coordenação da artista Maria Costa e coordenação artística da artista Lia do Rio.

 

 

 

 

 

 

 

A coordernadora artística da exposição: “A arte e o Urbano”, Lia do Rio. Foto: Barra da Cultura

A coordernadora artística da exposição: “A arte e o Urbano”, Lia do Rio. Foto: Barra da Cultura

A proposta do evento, como já informado anteriormente no Barra da Cultura na matéria: “Evento: A Natureza e o Urbano no Parque das Rosas”, era atrair a atenção do público passante sobre obras de arte relacionadas à natureza. O objetivo era mobilizar as pessoas a entrarem em contato com a arte contemporânea e a interagirem com as obras e ainda levar esse público a refletir sobre a relação do homem com a natureza. Os artistas que lá expuseram seus trabalhos são alunos de Lia, no curso: “Processo e avaliação”, que é realizado no pólo de arte contemporânea na Barra, que existe há dois anos, no shopping Città América: Galeria ÖkO. Lia falou sobre a arte contemporânea na exposição e sobre o curso: “A arte contemporânea dos artistas aqui neste evento é uma arte pautada nas idéias. E o curso é feito para o aluno sair do ateliê, é um acompanhamento e uma avaliação em que o curso forma artistas, mais que apenas alunos.” Ela comentou ainda sobre seu papel na exposição, que foi mais do que uma coordenação artística: “Eu sou e fui uma provocadora dos artistas neste evento”.

 

 

“Teias, tramas, intenções”, por: Maria Costa. Foto: Barra da Cultura.

“Teias, tramas, intenções”, por: Maria Costa. Foto: Barra da Cultura.

A  artista e coordenadora do evento, Maria Costa, falou de seus trabalhos para o Barra da Cultura. Ela fez um trabalho de instalação no obelisco da praça do Parque das Rosas, que foi representado como o corpo da aranha, com redes de pesca simbolizando a teia de aranha e arames e recortes de jornais como as outras partes da aranha. “A teia é uma tensão entre o urbano e a natureza”, explicou Maria.

 

 

“Não queremos aqui o presente de seu cachorro”, por Maria Costa. Foto: Divulgação Art no Park.

“Não queremos aqui o presente de seu cachorro”, por Maria Costa. Foto: Divulgação Art no Park.

Outro trabalho da artista eram fios de nylon pendurados em galhos presos uns aos outros, com o questionamento se isso era arte. Ela também expôs uma embalagem de plástico com fezes de brinquedo dentro, com o seguinte aviso: “Não queremos  aqui o presente do seu cachorro”. Uma crítica a pessoas que deixam seus cachorros depositarem suas fezes na praça.

 

 

 

A artista Laudy Célia com seu trabalho sobre um balanço com rosas.

A artista Laudy Célia com seu trabalho sobre um balanço com rosas.

Barra da Cultura também entrevistou a artista Laudy Célia. Ela expôs na praça um balanço com rosas, além dos trabalhos: “perseverança” e “morte e vida Severina”. “Perseverança” é sobre um tronco morto junto a um tronco vivo, em que o tronco morto “perseverou e reagiu a condições adversas”.

 

 

 

 

“Morte e vida Severina”, por Laudy Célia. Foto: Divulgação Art no Park

“Morte e vida Severina”, por Laudy Célia. Foto: Divulgação Art no Park

Enquanto que “Morte e vida Severina” é uma árvore morta, conforme explicou Laudy: “Esta árvore morta  é uma representação da Amazônia como se fosse um órgão morto do corpo humano que dá vida ao restante do corpo”. A artista ainda contou que graças a exposição, a praça mudou consideravelmente: “Com esse evento moradores de rua deixaram de freqüentar a praça e cachorros deixaram de deixar sua fezes aqui.”

 

 

“Eu capacete”, por Neide Reche. Foto: Divulgação Art no Park.

“Eu capacete”, por Neide Reche. Foto: Divulgação Art no Park.

Outra artista entrevistada foi Neide Reche, que expôs um trabalho seu que é um diálogo entre a arte, a tecnologia e o urbano: “Eu capacete”. “Este trabalho é uma ultrassonografia de mim mesma”, explicou ela.

 

 

 

 

 

 

 

 

A artista Iracéia de Oliveira e seu trabalho de fotografias: “Além das Imagens”. Foto: Divulgação Art no Park.

A artista Iracéia de Oliveira e seu trabalho de fotografias: “Além das Imagens”. Foto: Divulgação Art no Park.

Iracéia de Oliveira foi mais outra artista que expôs na praça. Porém, ela foi mais do que apenas isso. Ela, durante toda a exposição, filmou e tirou fotos do evento e foi uma das pessoas que contribuiu para a exposição ter uma boa divulgação para os moradores e passantes do local, isso pelo fato de Iracéia ter feito contato e comunicação com a empregada doméstica e cuidadora de idosos, que trabalha em um prédio no Parque das Rosas, Jacira Silva.

 

 

 

 

 

 

A artista Iracéia de Oliveira. Foto: Barra da Cultura.

A artista Iracéia de Oliveira. Foto: Barra da Cultura.

Esta pessoa sim foi uma das responsáveis pelo elo entre o público da região e o evento artístico, segundo as palavras de Iracéia: “A Jacira se encantou com o projeto, ela falava do evento para cada pessoa que passava por aqui e dava o livro para elas assinarem e escreverem sobre o que acharam da exposição. A Jacira se tornou uma espécie de relações publicas do evento.”

 

 

 

 

 

Livro para o público participar da exposição assinando e escrevendo, por: Miro P.S. Foto: Divulgação Art no Park.

Livro para o público participar da exposição assinando e escrevendo, por: Miro P.S. Foto: Divulgação Art no Park.

O livro a que Iracéia se refere era um livro que havia no evento para o público assinar e escrever, idéia do artista Miro P.S.

 

 

 

 

 

 

A empregada doméstica e cuidadora de idosos, Jacira Silva, vestida com um trabalho seu feito através de recortes de jornais e revistas.Foto: Barra da Cultura

A empregada doméstica e cuidadora de idosos, Jacira Silva, vestida com um trabalho seu feito através de recortes de jornais e revistas.Foto: Barra da Cultura

Iracéia contou ainda que a idéia de plantar flores na praça foi de Jacira. “Ela ainda gostaria muito de uma intervenção do projeto onde mora, em Nova Iguaçu.”, disse Iracéia, que expôs uma imagem da Santa Rosa e fotos de rosas e flores, tiradas no Jardim Botânico, com o nome de: “Além das imagens”.

 

 

 

 

 

 

Jacira falou sobre a importância do evento em dialogar com a natureza: “ Interagir com a natureza faz muito bem para saúde e física e mental e você tem que cuidar da natureza, senão como vai ser a geração dos meus filhos e netos?”

 

As artistas Neide Roche e Maria Costa (de óculos escuros). Foto: Barra da Cultura.

As artistas Neide Roche e Maria Costa (de óculos escuros). Foto: Barra da Cultura.

Maria Costa se surpreendeu com a colaboração de Jacira, elogiando a emprega doméstica, porém fazendo uma ressalva: “A Jacira fala como freqüentadora e colaboradora, não como parte integrante do grupo de artistas que expuseram seus trabalhos aqui”.

 

 

 

 

Painel feito através de recortes de jornais e revistas, por Jacira Silva. Foto: Barra da Cultura.

Painel feito através de recortes de jornais e revistas, por Jacira Silva. Foto: Barra da Cultura.

A cuidadora de idosos produziu uma espécie de roupa e um painel, feitos com recortes de jornais e revistas. “Esse trabalho que eu fiz representa a reciclagem e as flores.”, explicou Jacira. O trabalho foi apresentado no encerramento da exposição.

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