O mundo dentro da Barra

A logo da ong: “Casa do Mundo”, localizada na Ilha do Ipê, na Barra da Tijuca

A logo da ong: “Casa do Mundo”, localizada na Ilha do Ipê, na Barra da Tijuca

Uma casa localizada na ilha do Ipê, na Barra da Tijuca, está se destacando e provavelmente irá destacar-se ainda mais devido a projetos e ações culturais criados e desenvolvidos por quem mora no local: Eduardo Serra, sua mulher Patrícia Rangel e sua mãe Cândida Serra. Os três organizam a ONG: ” Casa do Mundo”, pretendem organizar um sarau, realizam uma oficina de percussão, estão para começar uma aula de ioga, têm o projeto “Manguetown” e o “Cine Sopa”, este último já mencionado aqui na matéria: “Quando a vida deixa de ser apenas um jogo e passa a ser música. Na matéria é mencionada ainda que Eduardo Serra é guitarrista de uma banda de forró: “A Saga do Jumentin Faceiro”, que se apresenta às Terças-feiras na Barra, como também já anunciado em nossa agenda.

Patrícia Rangel (à esquerda), seu marido Eduardo Serra e sua sogra Cândida Serra. Os três organizam projetos e ações culturais na casa em que vivem, na Ilha do Ipê, na Barra da Tijuca

Patrícia Rangel (à esquerda), seu marido Eduardo Serra e sua sogra Cândida Serra. Os três organizam projetos e ações culturais na casa em que vivem, na Ilha do Ipê, na Barra da Tijuca

A casa funciona já há alguns anos, como um albergue, recebendo músicos de outros estados, como explicou Patrícia: “Nosso albergue sempre foi e ainda é uma alternativa para músicos que vêm de longe e querem um lugar com um preço mais acessível para se hospedarem”.

“Houve uma ocasião, em 2001, que um ônibus inteiro vindo de São Paulo, que era de uma banda chamada Bicho de Pé, se hospedaram aqui na casa”, lembra Cândida.

A casa também já funcionou como um local para bandas fazerem shows. Eduardo disse que o lugar sempre foi conhecido como o “Albergue do Forró”.  Cândida contou que os primeiros shows de forró na Barra aconteceram na casa: “Bandas como Raiz do Sana e Forróçacana já tocaram aqui em 1997.”

Telão exibindo a logo da Ong “Casa do Mundo”, com pessoas que conhecem e que participam dos trabalhos e projetos que ocorrem na casa.

Telão exibindo a logo da Ong “Casa do Mundo”, com pessoas que conhecem e que participam dos trabalhos e projetos que ocorrem na casa.

Por conta desse albergue, foi institucionalizado, em Maio de 2012, a Ong: “Casa do Mundo”, conforme explicou Patrícia: “A Ong tem como proposta o intercâmbio cultural e receber músicos e artistas em geral do Brasil e do mundo que tenham propostas e projetos para desenvolverem no Rio de Janeiro e no Brasil. Nós queremos promover o agenciamento do artista, para ele lançar livros e discos.”

A Ong possui uma parceria com o Ministério da Cultura de Cabo Verde, na África, e Eduardo explicou como e quando surgiu essa parceria: “Mário Lúcio Souza, artista multimídia e ministro da cultura de Cabo Verde, ficou hospedado aqui na casa há dois anos, quando ele estava desenvolvendo um projeto musical no Brasil com Milton Nascimento. Ele nos foi indicado por uma forrozeira, Carol Sant`Ana. ” Eduardo comentou ainda que a logo da Ong com suas 11 estrelas, representa 10 como as ilhas de Cabo Verde e uma como a casa da organização.

Há um projeto de sarau de autores e compositores. E também é realizado na casa uma oficina de percussão que eles possuem no local, onde já possuem 15 alunos e que acontece todo Domingo, às 17 h. E  há ainda uma turma de ioga que está sendo fechada e aceitando inscrições.

Há ainda o projeto “Manguetown”, evento que não é fixo, começando sempre no final da tarde, geralmente para quem acabou de sair da praia, onde há um “slack line”, que é um esporte praticado sobre uma fita esticada de uma extremidade a outra, sempre acima do chão aproximadamente dois metros, para a pessoa andar sobre, para praticar o equilíbrio. Nesse projeto há sempre uma banda nacional, videoclips no telão e atividades circensis.

O “Cine Sopa – Filmes que dão caldo”, que exibe filmes em um telão de aproximadamente 35 metros quadrados, no quintal da casa de Eduardo Serra, Patrícia Rangel e Cândida Serra.

O “Cine Sopa – Filmes que dão caldo”, que exibe filmes em um telão de aproximadamente 35 metros quadrados, no quintal da casa de Eduardo Serra, Patrícia Rangel e Cândida Serra.

Há também o “Cine Sopa – filmes que dão caldo”, que no dia da visita do Barra da Cultura ao local estava em sua segunda edição.

O cine acontece no quintal da casa, onde são projetados filmes em um telão de cerca de trinta e cinco metros quadrados, toda sexta-feira de lua cheia do mês. “Apesar de o Cine Sopa ser em noite de lua cheia, evitamos exibir aqui filmes muito comerciais como a Saga Crepúsculo”, brinca Eduardo.

Shows musicais são exibidos no telão antes de começarem os filmes do “Cine Sopa”

Shows musicais são exibidos no telão antes de começarem os filmes do “Cine Sopa”

São exibidos três filmes: um alternativo, um mais próximo do “blockbuster” e do comercial e outro musical. Desses três, é votado o melhor filme da noite. O evento possui esse nome pelo fato de serem servidos e vendidos sopas e vinhos.

A entrevista termina com Eduardo comentando que a cultura alternativa na Barra precisa ser revivida e recriada como já foi há alguns anos atrás: “A Barra perdeu o Teatro de Lona, local onde tocaram bandas como Los Hermanos, O Rappa e Baia e Rockboys e onde tocaram até mesmo bandas internacionais. Precisamos ter um outro local desses aqui no bairro, pois a barra é homogênea, sempre com aquele paradigma de ser um bairro de boate, de academia, de jiu-jitsu, de pessoas que tomam anabolizantes.”

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