O Sol da poeta e da poesia

A poeta, professora de português e moradora da Barra, Celi Luz

A poeta, professora de português e moradora da Barra, Celi Luz

A poesia com certeza irradia através do brilho da poeta, professora de português e moradora da Barra, Celi Luz, que é membro de associações, grupos de escritores e poetas, participante de saraus, com diversas premiações literárias e com poesias publicadas, dentre as quais estão no seu primeiro livro: “O Sol da Palavra”, editora Ibis Libris, 2009.

Celi é formada em Letras pela UFRJ, mora na Barra há três anos, nasceu na Penha e foi criança para a Ilha do Governador. Começou a escrever muito cedo. “A vida inteira eu escrevi, com 9, 10 anos de idade comecei a escrever poesia e quando entrei na faculdade de letras comecei a criar um estilo próprio de poesia.”, disse.

A poeta é Membro da Apperj (Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro), da UBE–RJ (União Brasileira de Escritores e Poetas Del Mundo. Participa do grupo: Poveb – Poesia Você Está na Barra, Sarau na Casa D´Alma, e Poesilha Acontece (Ilha do Governador). Como professora de português, realizou diversas Mostras de Poesia com alunos e poetas da Ilha do Governador. Foi premiada por diversas vezes por poesias e prosa (contos e crônicas) em primeiro lugar, ganhou o Troféu Destaque 2006 em poesia, pela Secretaria Municipal de Educação – RJ e foi homenageada em diversas escolas e também na Casa de Cultura Elbe de Holanda, na Ilha do Governador, onde a última homenagem foi em Julho de 2012, quando o sarau realizado no local fez dez anos de existência e onde segundo Celi é um ponto de resistência das artes e da poesia. A poeta também ganhará medalha de bronze por premiação em poesia no concurso interno da UBE-RJ (União Brasileira de Escritores), no Centro da cidade,  próximo dia 27 de Agosto de 2012. Celi publicou seus poemas em mais de 30 coletâneas e antologias, periódicos literários, revistas e sites.

Celi está escrevendo um romance, que possui como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial e tem como foco o desenvolvimento da mulher. Ela possui também projetos de contos e crônicas e pretende publicar seu segundo livro de poesia até o final do ano.

A poeta diz que o que move ela a escrever poesia é uma inquietação e que a poesia está  em tudo. “A poesia está em tudo, desde um objeto até um sentimento. Por exemplo, há poesia na tristeza. Não precisa ter lógica.”, explicou.

Celi não segue nenhum poeta e procura construir o seu próprio estilo. “Procuro não ser igual a nenhum outro poeta, escrevo geralmente em versos livres, às vezes com algumas rimas e trabalho e brinco com a linguagem, procurando sempre inovar e renovar essa linguagem”, comentou, que disse ainda que os temas de suas poesias são sobre o tempo, natureza, condição humana e condição da mulher.

A escritora destaca poetas que admira, que segundo ela são muitos: Paul Celan, Emily Dickinson, Jorge Luis Borges, Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade, Ferreira Gullar, Affonso Romano, Olga Savary, dentre outros. Esses três últimos são poetas contemporâneos que Celi conhece pessoalmente. Affonso, segundo disse, é um mestre para ela, o poeta foi seu professor durante a faculdade, e Olga escreveu o prefácio de “O Sol da palavra”.

Celi disse que no tempo antigo a poesia era dita nas ruas, que a poesia passou por um período elitizado e que na Semana de Arte Moderna de 1922 passou a ter novas formas, tornando-se mais popular. “E nos últimos dez anos a poesia está tendo um reconhecimento maior e com uma vertente aflorando para uma aproximidade de uma linguagem mais oral, porém as formas tradicionais de poesia não morreram”, contou.

A escritora elogiou o Poveb – Poesia Você Está na Barra, movimento cultural resistente e mais antigo em atividade na Barra, que ela freqüenta há quatro anos: “Tenho muita admiração pelo trabalho de Aluizio Rezende e da Mariângela Mangia. Conheci eles pela internet. O trabalho realizado por eles é muito importante pois valorizam poetas antigos e também novos” . O Poveb já foi anunciado por mais de uma vez na agenda do Barra da Cultura e uma matéria sobre o movimento já foi publicada no site: “Barra, Você Está na Poesia”.

Celi aconselha quem quer se tornar poeta : “A pessoa tem que ler de tudo, não somente poesia, e a pessoa tem que escrever sempre, todos os dias, e participar de saraus.”

A escritora ainda envia um recado a quem costuma plagiar obras e poemas: “Quem plagia geralmente são pessoas que mostram que gostariam muito de escrever, então eu recomendo que elas leiam e escrevam, que elas tentem fazer o delas, que elas vão conseguir.”

O local onde Celi ganhará medalha de bronze por sua poesia, o UBE-RJ (União Brasileira dos Escritores), fica no Auditório do Instituto Cultural da Sociedade Nacional de Agricultura – Rua General Justo, n.171, segundo andar – Centro – RJ. Dia 27 de Agosto de 2012.  O horário será de 16 às 18 hs.

Abaixo um poema inédito de Celi Luz:

Como A Aurora Boreal

Explode e me derrama em artes

em partes.

No espaço, a colisão

das partes:

O que cega, o que clareia

o que é pobre, o que enriquece

o que apaixona, o que enraivece

o que emagrece, o que engorda

o que me emburrece, o que ilumina

o que isso, o que aquilo

em partes.

São partes em atração

e, o inteiro move-se para a luz.

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