Uma Avenida das Artes nas redondezas da Barra da Tijuca

A entrada do evento: “Avenida das Artes”. Foto: Barra da Cultura

A entrada do evento: “Avenida das Artes”. Foto: Barra da Cultura

A Barra da Tijuca e suas redondezas está cada vez mais está transpirando cultura. Prova disso é um evento  com o nome de “Avenida das Artes” , que ocorreu na avenida Vice-Presidente José de Alencar, em um sub-bairro de Jacarepagúa, a Cidade Jardim. O evento aconteceu dia 24 de Novembro de 2012, Sábado, das 13 hs às 19 hs, e contou com 1.500 pessoas.

Público do “Avenida das Artes” grafitando. Foto: Divulgação Avenida das Artes

Público do “Avenida das Artes” grafitando. Foto: Divulgação Avenida das Artes

A idéia de criar o evento surgiu de uma empresa de marketing, que fica na Barra, o Grupo Base. E contou com uma parceira e apoio das construtoras RJZ Cyrella e Carvalho Hosken. A concepção foi criar um evento com diversas manifestações culturais das mais variadas, segundo Daniela Robledo, diretora executiva do Grupo Base. “Todas as atrações artísticas são com a cara da cidade do Rio de Janeiro” frisou ela, que comentou também que todo o formato estrutural da Avenida das Artes foi inspirado nas manifestações que surgiram em Paris e São Paulo: “Em Paris tudo gira em torno das uvas e em São Paulo se trata sobre a gastronomia”.  Bianca Oliveira, gerente de marketing da RJz Cyrella, disse que o Avenida das Artes é algo inédito e com um grande diferencial: “Isso porque todo o nosso evento gira em torno da cultura e isso só foi possível pelo grupo Base e pela RJZ Cyrella e Carvalho Hosken investirem em cultura.”

 

 

Modelos de estátuas vivas. Foto: Divulgação Avenida das Artes

Modelos de estátuas vivas. Foto: Divulgação Avenida das Artes

 

O Avenida das Artes contou com palestras de música, artes plásticas, moda, música e literatura em um stand e ainda posto de estátuas vivas interagindo com o público.

 

 

 

Grupo de malabares do “Unicirco”, do ator Marcos Frota. Foto: Barra da Cultura

Grupo de malabares do “Unicirco”, do ator Marcos Frota. Foto: Barra da Cultura

 

Havia também malabares, do grupo “UniCirco, do ator Marcos Frota.

 

 

 

 

O saxofonista Ademir Leão. Foto: Barra da Cultura

O saxofonista Ademir Leão. Foto: Barra da Cultura

 

Havia ainda um posto de origami japonês, projeto artistas de rua com o saxonofista Ademir Leão e o projeto MPB infantil: “Arca de Noé”, Vinícius de Moraes para crianças.

 

 

 

 

Houve ainda um espaço reservado para recreação infantil com monitores especializados, caricaturas com o Netto Caricaturas e palhaços bailarinos divertindo e distribuindo balões gás personalizados.

O evento contou também com exposição de quadros de dez artistas plásticos convidados, com telas dos mais variados temas e estilos.Todos eles são do grupo RecreArte, localizado no Recreio, em frente ao posto 10, onde se reúnem para exporem aos Sábados, Domingos e feriados, das 8 hs às 14 hs.

 

 

O artista plástico Alberes Albuquerque e seus trabalhos. Foto: Barra da Cultura

O artista plástico Alberes Albuquerque e seus trabalhos. Foto: Barra da Cultura

 

Um desses artistas é Alberes Albuquerque, artista há 12 anos, autodidata e que faz quadros de abstrato contemporâneo texturizado, em madeiras e sobras de árvores.

 

 

 

Quadro do artista plástico Jairo Loureço. A pintura representa a praia do Recreio, na altura do posto 10. Foto: Barra da Cultura

Quadro do artista plástico Jairo Loureço. A pintura representa a praia do Recreio, na altura do posto 10. Foto: Barra da Cultura

 

Outro artista é Jairo Lourenço ou J. Gomes, que pinta quadros paisagistas, e um de seus trabalhos é uma tela representando a praia do Recreio, na altura do posto 10.

 

 

 

Pintura de Celso Graciano, representado o calçadão do posto 10, no Recreio. Foto: Barra da Cultura

Pintura de Celso Graciano, representando o calçadão do posto 10, no Recreio. Foto: Barra da Cultura

 

Mais outro artista é Celso Graciano, que também pintou o posto 10, em particular o calçadão.

 

 

 

 

 

Os outros artistas presentes com seus trabalhos foram: Edna Warthon, Rosane Lourenço, Paulo Mattos, Lindberg Graciano, Lúcia Valadao, Rosane C Lou e Marco Aurelio.

 

 

O artista grafiteiro de renome Marcelo Eco (à direita) e sua equipe. Foto Barra Da Cultura

O artista grafiteiro de renome Marcelo Eco (à direita) e sua equipe. Foto Barra Da Cultura

No Avenida das Artes também houve a presença de um artista internacionalmente premiado: Marcelo Eco, que ministrou um workshop de grafitti para adultos e crianças em uma área reservada de 10 metros. Marcelo falou ao Barra da Cultura sobre o grafite ser mais valorizado no Brasil do que no exterior. “Apesar de em países como os Estados Unidos o grafite vir primeiro e as pichações depois e no Brasil a pichação primeiro e o grafite depois,  lá fora o grafite é mais ilegal, já aqui no Brasil isso não acontece.”, explicou.

Barra da Cultura entrevistou um goiano que esteve presente no evento, George Freitas. Ele mora há pouco tempo no Vidigal, morou 20 anos em Londres, na Inglaterra. George elogiou o Avenida das Artes: “Faz falta um evento como esse em comunidades como o Vidigal.”

 

A Orquestra Sinfônica Brasileira. Foto: Divulgação Avenida das Artes

A Orquestra Sinfônica Brasileira. Foto: Divulgação Avenida das Artes

 

O Avenida das Artes terminou com a Orquestra Sinfônica Brasileira.

 

 

 

 

 

George Freitas recitou um poema que escreveu sobre o Vidigal. Abaixo o poema por escrito e em vídeo:

A noite cai, tão serena no meu coração

me traz uma paz dentro, que me emociona.. 

E a vida nova na comunidade, que emoção!

Com certeza escolhi a dedo esse local

E preciso apresentar, cujo nome e vidigal

Comunidade de gente que cresce com as próprias pernas

Um sobe e desce de diversidade

Com a inteligência que teem parece nem precisar universidade

E branco,mulato, negro,gringo e todos vivem bem

Nesse cantinho que escolhi sempre tem..tem cores, música,vida 

A poesia do dia te transforma em um dos seres mais belo

E eu congelo, cada imagem com meus olhos

Fico atento a cada passo que dão 

Para nao deixar passar em vão

Essa ventania de alegria misturada com humildade que se vê que nao tem idade.

Mulheres lindas de cores negras desfilam ao meu lado 

Eu nao posso tocar, sou casado

Mas sinto um afeto quase que obsceno pelo cheiro dessa fruta achocolatada..que veneno!

Ah se soubessem o respeito e amor que sinto 

Pelo meu povo eu recito, com esse português errado meu 

Que me resta a dizer dessa gente racuda, cheia de amor

Saudações meu Brazil!! havia esquecido o quanto e bom ser brasileiro, constituído nao de uma mas três raças, tudo misturado na mesma taça e eu tomo desse suco todos os dias e amanheço e com certeza..sempre..sempre………………..agradeço

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